Pesquisa mostra que atividade física de lazer contribui com a longevidade.

Lovely senior couple strolling through the park arm in arm

Estudo da universidade americana ressalta que praticar exercícios, como caminhar, pode aumentar a expectativa de vida em até quatro anos e meio.

Pesquisadores da Universidade de Harvard e do Instituto Nacional de Saúde (NIH, sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram através de estudo que as pessoas que praticavam atividade física nos momentos de lazer, como caminhar, correr ao ar livre ou andar de bicicleta, tiveram um aumento na expectativa de vida de até quatro anos e meio. O estudo foi publicado em uma revista norte-americana e levou em consideração os indivíduos em diferentes níveis de peso.

Os autores levantaram dados de seis estudos diferentes sobre atividades de lazer que, ao todo, envolveram mais de 650 mil participantes, de 21 a 90 anos, sendo a maioria acima dos 40 anos de idade. São consideradas atividades de lazer o exercício físico cuja prática não é obrigatória e nem tem data e horário certo para acontecer.

Os resultados da pesquisa mostraram que a adição de pequenas quantidades de exercício, como 75 minutos de caminhada rápida por semana, foi associada com o aumento da longevidade em 1,8 anos depois dos 40 anos, em comparação com pessoas consideradas sedentárias.

A atividade física acima deste nível mínimo foi associada com ganhos adicionais de longevidade. Por exemplo, andar rapidamente por pelo menos 450 minutos por semana foi associado com um aumento de 4,5 anos. Além disso, o exercício físico determinou maior longevidade entre as pessoas em todos os grupos de IMC (Índice de Massa Corporal): aqueles com peso normal, sobrepeso e obesos.

Para as pessoas que fizeram o equivalente a 150-299 minutos de caminhada por semana, a expectativa de vida foi de 3,4 anos a mais. Estes benefícios foram observados em homens e mulheres.

– Nossos resultados reforçam as mensagens prevalentes de saúde pública que promovem tanto um estilo de vida fisicamente ativo quanto um peso corporal normal. Estas descobertas também podem ajudar a convencer as pessoas inativas que, mesmo uma atividade moderada melhora a expectativa de vida – concluiu Steven C. Moore, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer.