Os benefícios da Fisioterapia para os idosos com Alzheimer

A doença de Alzheimer, comum entre os idosos, pode ser amenizada com algumas atividades que estimulem a coordenação motora e memória. A fisioterapia, é uma das práticas recomendadas para estes pacientes desde o início do diagnóstico. Na fase leve, a doença atinge apenas a parte cognitiva e comportamental do doente. A atividade, portanto, pode colaborar com a diminuição do avanço da doença. “Os exercícios podem minimizar quedas, danos motores e prolongar a independência dos pacientes”, diz os especialistas.

Em pesquisa defendida recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP, foi verificado que a fisioterapia é importante para diminuir a progressão da doença. Pois, através dos exercícios, a prática pode manter o paciente na mesma fase pelo maior tempo possível.

O treino das atividades do dia a dia, como subir a escada ou escovar os dentes, ajuda a melhorar o equilíbrio, diminuindo a dependência dos idosos. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas.

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O tratamento de fisioterapia para idosos com Alzheimer tem como objetivos:

– Ajudar o indivíduo a movimentar-se mais livremente, mantendo alguma autonomia e mobilidade para se mexer na cama, sentar ou andar, por exemplo;

– Evitar que os músculos fiquem presos e atrofiados, que trazem dores;

– Permitir a amplitude das articulações, para realizar as tarefas do dia-a-dia;

– Evitar quedas e fraturas;

– Evitar dor nos músculos, ossos e tendões, que causam desconforto e mal-estar.

Exemplos de exercícios simples para pessoas com Alzheimer na fase inicial ou intermédia da doença incluem:

– Andar pela casa ou dançar;

– Colocar uma bola de plástico em cima da cabeça e tentar equilibrar;

– Treinar o escovar o dentes e pentear o cabelo;

– Apertar botões da blusa;

– Ficar num pé só e andar de lado.

Após a realização de pesquisas, os idosos diagnosticados com Alzheimer na fase leve apresentaram mais quedas que aqueles na fase moderada. “Isso acontece porque eles ainda se expõem mais. Os que estão num estágio mais avançado da doença já andam sempre acompanhados e normalmente não se lembram de terem caído quando estavam sozinhos”. Também é importante evitar o uso excessivo de remédios para alterações do comportamento e agressividade, comuns nesta doença. Esses medicamentos podem facilitar as quedas, aumentando o desequilíbrio e provocando grande sonolência – o que deixa o idoso menos ativo, diminui sua força muscular e traz maior dependência.