Alerta – Mergulho em apneia: Saiba por que esta prática sem orientação é perigosa.

Antes de se aventurar no mergulho em apneia, convém saber que a algumas profundidades só está apto a praticar quem tem muita apneia treino.

Ao nível do mar, respiramos a pressão de uma atmosfera. Depois, cada dez metros de descida contam como mais uma. Assim que colocamos a cabeça embaixo da água, o coração começa a bater mais devagar, a fim de poupar oxigênio.

Apneia designa a suspensão voluntária ou involuntária da ventilação, ou a interrupção da comunicação do ar atmosférico com as vias aéreas inferiores e pulmões. Uma vez que a respiração em nível celular continua ocorrendo enquanto houver oferta de oxigênio suficiente nos pulmões, mesmo sem o contato com o ar atmosférico, os seres pulmonados podem sobreviver em apneia durante alguns minutos. Algumas baleias podem permanecer em apneia por mais de 90 minutos, enquanto que os seres humanos, em média, suportam cerca de 2 minutos. Alguns atletas especialistas conseguem ultrapassar os 5 minutos, mantendo a lucidez.

O mergulho em apneia ou mergulho livre é um esporte que abrange diversas modalidades, as quais consistem basicamente em o atleta permanecer o maior tempo submerso ou percorrer a maior distância ou profundidade sob a água e sem o auxílio de equipamentos para a respiração, ou seja, apenas com a reserva de ar de seus pulmões. Pode ser praticado em piscinas, rios, lagos ou no mar. Porém, ele pode ser muito perigoso quando praticado sem orientação, confira o que o professor Fábio Henrique Minghelli, proprietário da escola Hidrolift de natação tem a falar sobre o assunto:

“A questão é bem simples: quando respiramos, o que havia sido inspirado como oxigênio (O2) vai se transformando aos poucos em gás carbônico (CO2), que é “tóxico” para o corpo. Quando os limites de CO2 estão elevados, temos então a vontade de respirar, o que na verdade é a necessidade de diminuir essa toxidade. Um dos maiores perigos no caso da apneia é a possibilidade dessa alta toxidade levar ao desmaio, até porque o praticante não consegue perceber qual é o seu “limite” e a morte então passa a ser uma possibilidade real caso não haja socorro imediato”.

Professor Fábio Minghelli – Hidrolift

 

 

 

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